Em um dos portos mais movimentados de Santa Catarina, o Porto de Navegantes, a capacitação de novos funcionários ganhou uma nova dimensão. Recentemente, o terminal, que movimenta anualmente mais de 1 milhão de contêineres, implementou simuladores de última geração para treinar a equipe em operações complexas de guindastes, empilhadeiras e carretas.
Os simuladores, adquiridos em junho deste ano, não apenas oferecem um ambiente seguro para o aprendizado, mas também possibilitam que os trabalhadores enfrentem diferentes condições climáticas e operacionais, como neblina, chuva forte e até falhas de equipamento. Jardel Fisher, gerente de tecnologia portuária, destaca que os novos colaboradores passam por um intenso programa de treinamento que reduz em 40% o tempo necessário para se tornarem proficientes.
O Porto de Navegantes, também conhecido como Portonave, opera ininterruptamente, 24 horas por dia, e a utilização dos simuladores permite que os treinamentos ocorram sem interromper as operações reais do terminal. “A demanda não para, e nossos funcionários precisam estar prontos para agir a qualquer momento”, explica Fisher.
Os quatro tipos de simuladores disponíveis no porto abrangem etapas cruciais da movimentação de cargas: carretas, empilhadeiras e dois tipos de guindastes, permitindo que os operadores pratiquem em situações que vão desde o manuseio de contêineres até a navegação em meio a outros veículos e equipamentos.
Durante o treinamento, os funcionários realizam 16 horas de teoria, seguidas de 40 horas em simuladores e 184 horas em equipamentos reais. Os simuladores proporcionam uma experiência autêntica, com efeitos que simulam o balanço da cabine, condições climáticas adversas e até a sensação de peso e movimento dos cabos de aço, oferecendo um aprendizado que se aproxima da prática real.
Além de preparar os novos operadores para os desafios do dia a dia, os simuladores também têm um papel importante na prevenção de acidentes. Fisher ressalta que a simulação de falhas e situações de risco permite que os funcionários aprendam a reagir adequadamente sob pressão, contribuindo para um ambiente de trabalho mais seguro. “Estudos mostram que essa abordagem pode reduzir em até 35% os acidentes relacionados à falta de capacitação”, conclui.


