sexta-feira, 30/10/2026

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Ibama aplica multa de R$ 50 milhões a empresa de SC por tentativa de exportação ilegal de barbatanas de tubarão

Em uma operação que revela a preocupação com a preservação da vida marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou uma empresa de Santa Catarina em impressionantes R$…

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Em uma operação que revela a preocupação com a preservação da vida marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou uma empresa de Santa Catarina em impressionantes R$ 50 milhões. O motivo? A tentativa de exportar ilegalmente mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão, cuja maior parte pertence a espécies ameaçadas de extinção.

A apreensão ocorreu na última terça-feira (27) no Porto de Itapoá, uma das importantes portas de entrada e saída do estado. A mercadoria, disfarçada como “sardinhas congeladas”, estava acondicionada em sacos de ráfia, uma estratégia que visava confundir a fiscalização. Contudo, a ação da Receita Federal, que já estava em alerta sobre o caso, resultou na descoberta da fraude.

Embora o Ibama não tenha revelado o nome da empresa envolvida, a Receita Federal confirmou que ela é local. Os agentes ambientais estimam que para a obtenção dessas barbatanas, cerca de 5,7 mil tubarões foram abatidos, o que levanta sérias questões sobre a sustentabilidade e a conservação das espécies marinhas em nossa costa.

Entre as barbatanas apreendidas, a maioria pertence ao tubarão-azul, enquanto uma parte menor é do tubarão-anequim, este último listado como criticamente ameaçado de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A carga tinha como destino a Malásia, onde as barbatanas são consideradas iguarias e são utilizadas, principalmente, na preparação de sopas, além de estarem associadas a um status social elevado.

A legislação brasileira permite a pesca de tubarões, mas impõe restrições rígidas, sendo a prática de “shark finning” completamente proibida. A ação recente destaca não apenas a necessidade de fiscalizar e combater a pesca ilegal, mas também a importância de conscientizar a população sobre a preservação da biodiversidade marinha.