Uma apreensão significativa de mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão ocorreu no Porto de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, revelando uma prática ilegal que preocupa ambientalistas e autoridades. A carga, que pode chegar a valer até US$ 3 mil por quilo, estava camuflada como sardinhas congeladas nos documentos de exportação, em um esforço para enganar os fiscais. A Receita Federal, após um trabalho de inteligência, conseguiu interceptar a mercadoria, que tinha como destino a Malásia.
Gilberto Tragancin, chefe da equipe de Repressão Portuária do Paraná e de Santa Catarina, destacou que a estimativa é de que mais de 17 mil tubarões tenham sido mortos para a coleta das barbatanas encontradas. As nadadeiras são altamente valorizadas em mercados asiáticos, onde são utilizadas em sopas e consideradas um símbolo de status social. Segundo o analista ambiental Leandro Aranha, do Ibama, o consumo desse produto é associado a classes sociais privilegiadas na região.
É importante ressaltar que, embora a pesca de tubarões seja permitida no Brasil sob certas condições, a prática de retirada das barbatanas e descarte do restante do animal, conhecida como ‘shark finning’, é estritamente proibida. Após a apreensão, a carga será encaminhada ao Ibama, que se encarregará da análise e das medidas necessárias.
Esta apreensão é uma das maiores já registradas em Santa Catarina e se junta a outra operação semelhante realizada neste ano. A análise do material apreendido poderá levar a investigações mais profundas, envolvendo até mesmo a Polícia Federal, para identificar os responsáveis e outros participantes na cadeia de transporte e armazenamento. O Porto de Itapoá se comprometeu a colaborar com as autoridades, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a segurança em suas operações.


