Em meio a um alerta sanitário, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) intensifica suas ações após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, localizada no Oeste do estado. Com o objetivo de conter a propagação do vírus, aproximadamente 1,6 mil propriedades na região receberão visitas das equipes da Cidasc. Em mais de 130 delas, a coleta de amostras de sangue das aves será necessária para análises rigorosas.
A doença de Newcastle, que afeta aves domésticas e silvestres, é uma preocupação para os criadores, já que pode ser fatal para esses animais. Apesar da presença do vírus na granja, as aves permanecem saudáveis. Vale ressaltar que, embora a enfermidade possa causar conjuntivite leve em humanos, o risco de transmissão por consumo é praticamente inexistente.
A Cidasc já tomou medidas preventivas, restringindo o acesso à granja afetada e estabelecendo um raio de 10 quilômetros para suas ações. As próximas etapas incluem o abate sanitário das aves, descarte seguro de materiais contaminados e uma limpeza completa do local. A companhia também garantiu que o consumo de carne de aves e ovos de propriedades inspecionadas continua seguro para a população catarinense.
No entanto, a confirmação do foco trouxe consequências diretas ao comércio exterior. Três países, Chile, China e México, suspenderam as importações de carne de frango de Santa Catarina, o que pode impactar significativamente as exportações da região. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ainda não consegue prever os efeitos dessas restrições, mas a preocupação é palpável entre os produtores locais.
Com um mercado que já é um dos principais exportadores de carne de frango do Brasil, os avicultores de Santa Catarina agora enfrentam um momento delicado. A expectativa é que as autoridades continuem a monitorar de perto a situação, garantindo a saúde das aves e a segurança dos produtos que chegam à mesa dos consumidores.


