A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja localizada em Nova Itaberaba, Santa Catarina, trouxe repercussões imediatas para o comércio de carne de frango brasileiro. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, informou ao g1 que o estado catarinense ficará impossibilitado de exportar produtos avícolas para a China.
A comunicação das autoridades chinesas foi recebida na manhã desta terça-feira (20), resultando na suspensão das exportações de 14 estabelecimentos que enviam frango para o país asiático. Um protocolo sanitário entre Brasil e China estabelece que, ao detectar uma doença infecciosa aviária, as exportações devem ser interrompidas, enquanto a China decide se o embargo se aplica apenas à região afetada ou a todo o país.
Em um histórico recente, em 2024, o Brasil também enfrentou um bloqueio de exportações quando a doença foi registrada no Rio Grande do Sul. Naquela ocasião, as restrições foram gradualmente levantadas, mas apenas para frigoríficos fora da área afetada. Desta vez, o processo de decisão sobre o embargo parece ter sido mais rápido.
O México também reagiu prontamente, suspendeu a importação de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros após a confirmação do surto em Santa Catarina. A medida abrange aves vivas e ovos férteis, com o intuito de proteger a produção nacional, que se mantém livre da doença.
As autoridades locais já interditaram a granja em Nova Itaberaba e estão intensificando as ações de controle e erradicação do surto. O Serviço Veterinário Oficial está em campo, e, segundo informações do Ministério da Agricultura, a movimentação de aves foi suspensa. Apesar do alarme, o ministério e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) tranquilizaram a população, afirmando que o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos com inspeção oficial continua seguro.



