A tragédia que abalou a comunidade de Alfredo Wagner, em Santa Catarina, ganhou novas informações após a conclusão do inquérito policial sobre o acidente que resultou na morte da jovem Beatriz Peixoto, de apenas 15 anos. Em um laudo da perícia, divulgado nesta última quinta-feira, ficou claro que a gangorra que causou a fatalidade apresentava uma base comprometida, sinalizando a deterioração do equipamento.
O acidente ocorreu no dia 26 de setembro, quando Beatriz e suas amigas, em um momento de diversão em um sítio da região, utilizaram uma gangorra artesanal feita de madeira. A estrutura, com cerca de 16 metros de comprimento, tombou durante a brincadeira, resultando na queda da adolescente, que foi atingida por uma das vigas de madeira e, tragicamente, não sobreviveu.
Os especialistas que realizaram a perícia identificaram que a parte subterrânea da coluna de sustentação da gangorra estava em estado avançado de deterioração, o que levou ao colapso da estrutura. Essa deterioração, por estar abaixo do nível do solo, não poderia ser facilmente notada por uma inspeção visual comum, o que complicou a identificação do risco.
Além disso, a investigação revelou que a gangorra já estava em uso há mais de dez anos, sem registros de acidentes anteriores. O proprietário do equipamento, que não estava presente no momento do acidente, também era conhecido por realizar manutenções regulares e tinha planos de substituir a estrutura de sustentação.
Com base nas evidências coletadas, a polícia concluiu que não havia negligência por parte do dono da gangorra ou de qualquer outra pessoa envolvida, o que impediu o indiciamento por homicídio culposo. A jovem estava acompanhada de três amigas na hora do acidente, e enquanto elas conseguiram saltar do equipamento, Beatriz não teve a mesma sorte e sofreu um traumatismo cranioencefálico fatal.
A dor da perda de Beatriz é sentida profundamente por todos na comunidade, que agora se une em solidariedade às famílias afetadas por essa tragédia. A situação serve como um lembrete doloroso sobre a importância da segurança em áreas de lazer e da necessidade de inspeções regulares em equipamentos utilizados por crianças e adolescentes.

