quarta-feira, 21/10/2026

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Mulher em SC solicitou medida protetiva 12 dias antes de ser encontrada sem vida após ataque do ex-companheiro

Uma tragédia que abalou a comunidade de Ipira (SC) ocorreu na última terça-feira (20), quando Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi encontrada morta em circunstâncias suspeitas. O principal suspeito do crime, seu ex-marido…

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Uma tragédia que abalou a comunidade de Ipira (SC) ocorreu na última terça-feira (20), quando Daiana Gisele Müller, de 38 anos, foi encontrada morta em circunstâncias suspeitas. O principal suspeito do crime, seu ex-marido Lorinei Morais, foi preso após se apresentar à polícia, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Daiana havia solicitado uma medida protetiva de urgência contra Lorinei em 8 de outubro, apenas 12 dias antes de sua morte. Além disso, no dia do crime, ela acionou um botão do pânico, ferramenta que pode ser vital para vítimas de violência doméstica ao alertar as autoridades sobre o descumprimento da proteção legal. A Polícia Militar foi acionada imediatamente, mas ao chegarem ao local, encontraram a casa arrombada e o corpo de Daiana submerso em um riacho nas proximidades.

O delegado Vinicius Ferraz, que investiga o caso sob a classificação de feminicídio, revelou que a Justiça havia determinado que Lorinei se mantivesse a uma distância mínima de 100 metros da vítima, além de proibi-lo de qualquer contato. Ele ressaltou que, se a investigação confirmar que o crime foi cometido em descumprimento das medidas protetivas, a pena poderá ser aumentada de um terço a metade, conforme a legislação.

Daiana era mãe de dois filhos pequenos, de 8 e 13 anos, e sua morte reacende um debate urgente sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de políticas públicas mais robustas para proteger mulheres em situação de violência. A advogada Tammy Fortunato, especialista em gênero, enfatizou que, embora as medidas não garantam proteção automática, elas têm valor legal importante e são essenciais para prevenir novas agressões.

Infelizmente, Santa Catarina tem visto um aumento alarmante nos casos de feminicídio, com um crescimento de 10,5% em comparação ao ano anterior. De janeiro a outubro deste ano, 42 mulheres foram mortas por razões de gênero, refletindo uma realidade preocupante que exige atenção e ação efetiva por parte das autoridades e da sociedade.

Crédito da imagem: Mulher de 38 anos é assassinada pelo ex-companheiro em Ipira