Na manhã de quarta-feira (4), Guaraciaba, uma pequena cidade no Oeste de Santa Catarina com aproximadamente 10,7 mil habitantes, foi palco de um crime brutal que chocou a comunidade local. Marlei Ferrari, uma agente comunitária de saúde de 61 anos, foi morta a tiros enquanto cumpria seu dever de cuidar da saúde da população. O crime ocorreu na Linha Guatapará Alto, onde a profissional estava realizando uma visita domiciliar ao suspeito, um homem de 42 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito confessou que estava insatisfeito com as visitas periódicas que Marlei fazia em sua residência. Ele disparou vários tiros de uma espingarda de pressão, calibre 6,35 milímetros, atingindo a agente comunitária. O delegado Eric Rosada informou que, apesar da gravidade do ato, não foram encontradas evidências que ligassem o crime a questões de violência doméstica ou ao fato de Marlei ser mulher.
Após os disparos, o suspeito tentou fugir em uma motocicleta, mas foi capturado por policiais militares na BR-163. Ele foi preso em flagrante, acusado de homicídio doloso qualificado por motivo fútil e pelo uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima. A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva, enquanto as investigações continuam.
A prefeitura de Guaraciaba expressou seu luto pela perda de Marlei, que dedicou sua vida a cuidar da saúde da comunidade. O velório da agente comunitária aconteceu na manhã de sexta-feira (5), reunindo amigos, familiares e colegas que prestaram suas últimas homenagens.
A investigação também trouxe à tona informações sobre o histórico de problemas de saúde mental do suspeito, que pode ter contribuído para o trágico desfecho. Contudo, até o momento, não há um laudo técnico que esclareça suas condições psíquicas no momento do crime.
Crédito da imagem: Vítima foi identificada como Marlei Ferrari, de 61 anos


