sexta-feira, 16/10/2026

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Home office e saúde do trabalhador: novas diretrizes da NR-1 em ação

A partir de maio de 2026, as empresas brasileiras devem se adaptar a uma nova realidade em relação à gestão de riscos ocupacionais, conforme a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Essa norma…

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A partir de maio de 2026, as empresas brasileiras devem se adaptar a uma nova realidade em relação à gestão de riscos ocupacionais, conforme a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Essa norma agora inclui a avaliação de fatores psicossociais e não se limita apenas às condições físicas do trabalho, abrangendo até mesmo a rotina de quem atua em home office.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) definiu que, após um ano de orientações, a fiscalização começaria a ser rigorosa, com um sistema de dupla visita: na primeira, auditores orientam sobre possíveis irregularidades; na segunda, se as questões não forem resolvidas, as empresas podem ser multadas. Essa nova abordagem visa garantir que a saúde do trabalhador seja priorizada, exigindo das empresas um comprometimento com a identificação de riscos, medidas preventivas e acompanhamento contínuo, tudo isso por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Uma das principais preocupações que surgem nesse novo cenário é como assegurar que os trabalhadores em regime remoto tenham um ambiente de trabalho adequado. A norma agora reconhece que as condições na residência do funcionário devem ser levadas em conta, o que implica em uma avaliação mais abrangente das estações de trabalho fora do escritório. Questões como a organização do espaço, a qualidade do mobiliário e até a postura durante o trabalho são fundamentais para garantir o bem-estar do colaborador.

O que muitas pessoas não percebem é que a ergonomia é essencial para a saúde no trabalho. A estação deve ser personalizada para cada usuário, permitindo que a pessoa mantenha uma postura confortável durante a jornada. Mesas e cadeiras que não atendem as necessidades individuais podem causar desconforto e problemas de saúde a longo prazo. Assim, uma mesa ajustável pode ser um grande aliado para quem precisa compartilhar o espaço de trabalho com outras pessoas ou alternar entre diferentes posturas.

Embora a NR-1 não exija explicitamente a compra de mesas reguláveis, a atualização aproxima a gestão de riscos das diretrizes já existentes na Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17), que aborda a ergonomia. Portanto, a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) se torna uma ferramenta essencial para identificar as necessidades de adaptação das estações de trabalho e implementar soluções que minimizem os riscos.

Com o movimento crescente em direção à ergonomia, empresas têm buscado se adequar às novas exigências. Fabricantes de móveis, como a catarinense Slikdesk, notam um aumento na demanda por mesas reguláveis, tanto para escritórios quanto para as residências dos funcionários. Segundo Thiago Marcos Nahas, da Slikdesk, a ergonomia passou de um benefício a uma obrigação, refletindo a nova realidade do trabalho moderno.

As empresas devem se atentar a algumas diretrizes para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. Isso envolve manter o inventário de riscos atualizado, estabelecer planos de ação, avaliar as estações de trabalho, documentar avaliações ergonômicas e orientar os trabalhadores sobre a postura correta.

A Slikdesk, com sede em Florianópolis, oferece uma variedade de soluções adaptáveis, incluindo mesas reguláveis e cadeiras ergonômicas. Com um showroom na capital catarinense e um atendimento especializado, a empresa auxilia na escolha de móveis que atendem às necessidades de cada espaço. Assim, a discussão sobre saúde no trabalho se expande para além das paredes do escritório, reconhecendo que o conforto e a adaptação são essenciais, mesmo em casa.