sexta-feira, 16/10/2026

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Diário de Florianópolis

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Cães atacam animais marinhos em SC; investigação apura morte de filhote de elefante-marinho

Recentemente, um episódio lamentável nas praias do Litoral Norte de Santa Catarina trouxe à tona uma preocupação crescente sobre a interação entre cães e a fauna marinha. O caso de um filhote de elefante-marinho,…

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Recentemente, um episódio lamentável nas praias do Litoral Norte de Santa Catarina trouxe à tona uma preocupação crescente sobre a interação entre cães e a fauna marinha. O caso de um filhote de elefante-marinho, que nasceu em Jaguaruna e morreu poucos dias depois, possivelmente após ser atacado por cães, acendeu um alerta para a preservação dos nossos animais marinhos.

De acordo com o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), pelo menos 10 casos de ataques de cães a animais marinhos foram registrados somente neste ano no litoral catarinense. André Barreto, coordenador do PMP da Bacia de Santos, relatou que as lesões observadas nos animais são típicas de agressões por cães, o que é preocupante não apenas para a fauna, mas também para os próprios pesquisadores que atuam em campo. Ele menciona que, em algumas localidades, monitores do projeto foram atacados por cachorros soltos, tornando a pesquisa um desafio ainda maior.

O lobo-marinho, que migra para o Sul do Brasil, é uma das espécies que também pode sofrer com esses ataques. Barreto aponta que muitos filhotes chegam debilitados e podem se tornar vítimas de cães. Ele questiona a origem das lesões: “Será que o animal chegou morto e foi mordido depois, ou chegou vivo e foi morto por causa das mordidas?” A dúvida ressalta a complexidade do problema.

Embora os cães sejam queridos como animais de estimação, o PMP alerta que deixá-los soltos nas praias é um risco para a vida marinha. “Quando estão soltos, formam uma matilha e podem atacar”, enfatiza Barreto. A interação entre as espécies precisa ser repensada, especialmente em áreas onde a fauna marinha é vulnerável.

O elefante-marinho, que teve seu nascimento registrado como um evento raro, levanta questões sobre a necessidade de uma proteção mais rigorosa para esses animais. O laudo veterinário que está sendo aguardado pode trazer mais clareza sobre as causas da morte do filhote, mas, independentemente do resultado, a situação já indica um problema emergente que precisa da atenção de todos.

Infelizmente, os ataques de cães a outras espécies marinhas, como lobos-marinhos e até pinguins, têm sido frequentes em várias praias do estado, de São Francisco do Sul a Laguna. A situação exige uma conscientização coletiva para proteger a vida marinha e garantir que nossos animais sejam respeitados em seu habitat natural.