Uma grande tragédia se abateu sobre a cidade de Chapecó e a região Oeste de Santa Catarina, depois que dois tornados devastaram áreas que já estavam vulneráveis. A Defesa Civil emitiu um alerta vermelho nesta sexta-feira (6), indicando um risco muito alto de novos temporais, com possibilidades de vendavais, granizo e chuvas intensas. Este cenário já deixou mais de 500 pessoas desalojadas e 54 municípios em situação de emergência.
As imagens aéreas registradas mostram a magnitude dos danos, com casas danificadas e a paisagem urbana alterada de forma drástica. O aviso especial da Defesa Civil alerta para a possibilidade de destelhamentos, quedas de árvores e alagamentos, especialmente na madrugada e manhã de sábado (7), quando uma nova frente fria deve intensificar as instabilidades climáticas.
As rajadas de vento podem atingir até 80 km/h, e a chuva prevista para o fim de semana aumenta o risco de alagamentos nas áreas próximas a rios menores. A situação é preocupante, pois o solo já está saturado pelas chuvas dos últimos dias, tornando os deslizamentos uma ameaça real, especialmente no Vale do Itajaí.
Com recomendações claras, a Defesa Civil orienta a população a buscar abrigo seguro durante os temporais e a evitar se aproximar de árvores e estruturas que possam ser derrubadas pelos ventos fortes. Em caso de alagamentos, é fundamental não atravessar ruas ou pontes submersas.
Os números são alarmantes: 6.330 residências afetadas e 100 pessoas desabrigadas que necessitam de abrigo em locais públicos. A situação é crítica, mas a solidariedade da comunidade se faz presente, com muitos oferecendo abrigo a amigos e familiares afetados.
Por outro lado, após a passagem da frente fria, a previsão é de uma queda acentuada nas temperaturas, com mínimas que podem chegar a 4°C no Oeste. O fim de semana promete ser um desafio para os chapecoenses, que enfrentarão não apenas os estragos deixados pelos tornados, mas também um frio intenso que pode trazer geadas na segunda-feira (9).
A população local agora vive um momento de reconstrução e resiliência, enquanto aguarda a melhora nas condições climáticas e o retorno à normalidade.


