domingo, 25/10/2026

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Santa Catarina registra segundo foco da Doença de Newcastle em granja de perus e identifica vírus em pombos.

A preocupação com a saúde das aves em Santa Catarina ganha novos contornos com a confirmação de um segundo foco da doença de Newcastle em uma granja de perus na cidade de Coronel Freitas,…

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A preocupação com a saúde das aves em Santa Catarina ganha novos contornos com a confirmação de um segundo foco da doença de Newcastle em uma granja de perus na cidade de Coronel Freitas, localizada a cerca de 35 quilômetros de Nova Itaberaba. O novo caso foi confirmado na noite de sábado (24), apenas cinco dias após o primeiro registro, o que levou o governo federal a decretar uma emergência zoosanitária na região.

A presença do vírus, que já havia sido detectada em Nova Itaberaba, acendeu um alerta para produtores e autoridades locais. Ambos os municípios agora fazem parte de uma área de monitoramento rigoroso, coordenada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Embora o vírus tenha sido identificado, a Cidasc assegura que até o momento nenhuma ave apresentou a doença, e os estabelecimentos que não registraram a presença do vírus foram liberados para continuar suas atividades normais.

A Cidasc informou que mais de 70% da nova zona de vigilância se sobrepõe à área do primeiro foco, o que facilita o trabalho de controle e fiscalização. As ações incluem a vistoria de várias propriedades e a implementação de barreiras sanitárias para garantir a segurança dos plantéis nas redondezas. “Estamos conseguindo isolar os pontos críticos e, assim, manter a continuidade econômica das atividades avícolas na região”, destaca a nota da Cidasc.

A situação é ainda mais alarmante com a detecção do vírus em pombos silvestres na cidade de Marema, que está fora da área de emergência inicial. Isso reforça a importância das práticas de biosseguridade por parte dos produtores locais, como a desinfecção de veículos e a proteção dos aviários contra aves silvestres. “É essencial que todos os envolvidos na produção avícola estejam cientes do risco e adotem medidas preventivas”, enfatiza a Cidasc.

O órgão também destacou que a primeira rodada de vigilância nos estabelecimentos comerciais da área de emergência foi concluída, abrangendo mais de 160 propriedades e 317 locais de subsistência. Além disso, foram realizadas 78 coletas de amostras, e barreiras sanitárias operam 24 horas para monitorar o trânsito de veículos e garantir a desinfecção necessária.

Com a situação sob controle até o momento, a colaboração entre autoridades e produtores é fundamental para evitar a propagação da doença e proteger a avicultura catarinense, um setor vital para a economia do estado.