Na Serra de Santa Catarina, a tragédia que vitimou o cantor Rick Sollo e mais quatro pessoas completa um mês nesta quarta-feira (21). O helicóptero que transportava a equipe, incluindo um empresário e um videomaker, caiu em Urubici, e os destroços ainda permanecem no local, aguardando as licenças necessárias para serem removidos.
A Polícia Civil de Urubici e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) seguem em busca de respostas sobre as causas do acidente. Embora ainda não haja conclusões definitivas, a análise de celulares encontrados no local pode trazer novos elementos à investigação.
O helicóptero desapareceu em 21 de setembro, após ter decolado de Porto Belo, com destino a São Joaquim. A bordo estavam Rick, da famosa dupla com Renner, e outras quatro pessoas: Bruno Avelar, Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Os corpos foram localizados no dia seguinte, em uma área de acesso difícil na região de Santa Bárbara, em Urubici. A remoção dos destroços é responsabilidade da empresa JTA Empreendimentos, que ainda aguarda a liberação das licenças para concluir o trabalho. Até o momento, os motores da aeronave já foram retirados, mas a estrutura principal continua no local.
A investigação da Polícia Civil continua em andamento. Em 15 de outubro, a corporação pediu autorização judicial para analisar um dos celulares encontrados e já foi informada sobre a localização de outros dois aparelhos danificados. Esses dispositivos estão sendo encaminhados para a Polícia Científica, que realizará as perícias necessárias.
A Força Aérea Brasileira também está envolvida nas investigações e promete divulgar um relatório final assim que todas as informações forem analisadas. A expectativa é que essa apuração traga esclarecimentos sobre os fatores que contribuíram para a queda da aeronave.
Com um cenário de dor e expectativa, a comunidade local reflete sobre a perda de Rick, uma figura querida que encontrava em Urubici um refúgio em meio à correria da vida artística. A espera por respostas continua, enquanto a memória dos cinco que partiram permanece viva entre os que os conheciam.



