quarta-feira, 21/10/2026

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Jovem ferido acidentalmente por amigo em SC recebe alta após 11 dias de internação

Um caso que gerou grande comoção em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, teve um desfecho positivo nesta terça-feira (20). O adolescente de 13 anos que foi baleado na cabeça por um amigo, também…

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Um caso que gerou grande comoção em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, teve um desfecho positivo nesta terça-feira (20). O adolescente de 13 anos que foi baleado na cabeça por um amigo, também da mesma idade, recebeu alta do hospital após 11 dias de internação. A confirmação veio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que informou que o jovem passou por uma cirurgia e ficou internado no Hospital Regional do Oeste.

O incidente aconteceu no dia 10 de outubro, quando o amigo disparou acidentalmente a arma do pai, um colecionador registrado. A investigação aponta que a arma estava em um local de fácil acesso, o que levanta preocupações sobre a segurança no armazenamento de armamentos em residências. A mãe do jovem, emocionada, compartilhou a notícia da alta nas redes sociais, expressando sua gratidão por ver o filho se recuperando.

Durante sua internação, o adolescente precisou ficar três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O amigo que realizou o disparo, por sua vez, foi internado provisoriamente e está sendo investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. A delegada responsável pelo caso, Lisiane Junges, já encaminhou o procedimento ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ela confirmou que o autor do disparo admitiu sua ação, mas ressaltou que, por serem menores de idade, não há indiciamentos formais.

A defesa do adolescente que atirou informou que ele foi colocado em liberdade na segunda-feira (19), mas o processo segue em investigação e está sob segredo de justiça. A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, o que implica em um tratamento diferenciado em casos como este.

Enquanto isso, o MPSC declarou que as informações sobre o caso permanecem em sigilo, ressaltando a importância de se garantir a privacidade dos envolvidos. A situação levanta um debate necessário sobre a responsabilidade no manejo de armas de fogo e a segurança nas residências, especialmente quando há adolescentes envolvidos.