terça-feira, 20/10/2026

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Brasil pode interromper exportação de frango para a China por surto de doença de Newcastle em Santa Catarina

Em um momento delicado para a avicultura brasileira, a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no interior de Santa Catarina, acendeu um alerta no…

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Em um momento delicado para a avicultura brasileira, a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no interior de Santa Catarina, acendeu um alerta no setor. O Brasil, que tem a China como seu maior importador de carne de frango, poderá enfrentar uma interrupção temporária nas exportações do produto para o país asiático.

A medida de suspensão é uma exigência do protocolo sanitário entre os dois países, que determina que, ao detectar uma doença infecciosa aviária, o Ministério da Agricultura deve agir rapidamente para proteger a saúde pública e a economia. Após a confirmação do caso em Nova Itaberaba, as autoridades brasileiras precisam comunicar à China as ações que estão sendo tomadas para erradicar a doença e garantir a segurança sanitária das aves.

Um exemplo recente foi o episódio de 2024, quando um foco da doença de Newcastle foi encontrado no Rio Grande do Sul. Na ocasião, as exportações brasileiras para a China foram suspensas temporariamente, mas a restrição foi mais rigorosa para a região afetada, permitindo que outras áreas do Brasil voltassem a negociar com o mercado chinês.

O impacto já se fez sentir em outros mercados. O México anunciou na segunda-feira (19) a suspensão das importações de carne de frango e produtos avícolas brasileiros, além de aves vivas e ovos férteis. Essa decisão reflete a preocupação do país em proteger sua própria produção avícola, que permanece livre da doença.

Na granja de Nova Itaberaba, que abriga cerca de 6 mil perus, o Serviço Veterinário Oficial já tomou medidas, como a interdição do local e o fortalecimento da vigilância em propriedades vizinhas. O Ministério da Agricultura garantiu que não há riscos para a população e que o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos sob controle oficial continua seguro.

O cenário exige atenção redobrada das autoridades e dos produtores, que buscam garantir a saúde dos rebanhos e a continuidade das exportações, fundamentais para a economia local e nacional.