No coração do Oeste catarinense, em Nova Itaberaba, um alerta de saúde animal foi emitido após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou o caso nesta segunda-feira (19), revelando que a enfermidade, causada por um vírus altamente contagioso, afeta tanto aves silvestres quanto domésticas.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) garantiu que, apesar das medidas rigorosas que precisam ser adotadas, o consumo de produtos avícolas que passam pela inspeção oficial continua seguro. Os consumidores devem procurar os selos de inspeção — SIM, SIE ou SIF — em embalagens de carne de aves e ovos para ter certeza da qualidade e segurança do alimento.
A doença de Newcastle, provocada pelo paramixovírus aviário do sorotipo 1, é conhecida por sua rápida transmissão entre aves. Ela se espalha principalmente por contato direto, seja por meio de aves doentes ou pelo ambiente contaminado, que pode reter o vírus por semanas, especialmente em condições frias. Os sinais clínicos em aves infectadas incluem desde dificuldades respiratórias até problemas neurológicos e, em casos mais graves, mortes repentinas.
Em resposta à descoberta, a granja foi imediatamente interditada e conta com cerca de 6 mil aves. A Cidasc e o MAPA já iniciaram ações de controle e erradicação, que incluem o sacrifício sanitário das aves afetadas e a desinfecção das instalações. Além disso, medidas de vigilância foram intensificadas em um raio que abrange 133 granjas nos municípios vizinhos.
Embora a presença do vírus tenha sido confirmada nas aves, as associações do setor avícola, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), afirmaram que não há risco para o consumo de carne de aves e ovos. “Trata-se de uma questão de sanidade animal, que não impacta a segurança alimentar da população”, enfatizaram em nota conjunta.
O governo catarinense continua monitorando a situação de perto, e novas informações devem surgir à medida que as investigações avançam. Para a população, a orientação é continuar consumindo produtos avícolas de estabelecimentos que são inspecionados, garantindo assim a segurança alimentar que caracteriza a avicultura catarinense.


